Archives
28/10: viagem ao mundo dos espelhos
Os espelhos que me levam mais perto. Viagem ao mundo dos espelhos.... Hoje olhei.me de maneira diferente ao espelho. Via mais dois cabelos brancos, os olhos não estavam tão abertos. Os domingos são dias de nos olharmos ao espelho. Gosto de espelhos. Gosto hoje ainda mais. talvez neste preciso momento, mais que nunca..... Acho que o espelho acaba por me proteger. Aproxima-te ao espelho... Um pouco mais, mais ainda. Sim nesse preciso espaço, não toques com o nariz, sentes? Sinto o quê? Sentes? O quê? que te proteje. Que tens uma aurea à tua volta. E o que isso significa? Que terás sempre aqui este espelho para te provar que há mais vida que ficares aqui a olhar o espelho. Curioso o espelho servir para te dizer que há mais em ti que um simples espelho. Gosto de olhar para ti nos espelhos. Gosto de te ver. Gosto de te ver ao fundo no reflexo do espelho. O teu corpo. a tua pele. Tudo o que não vejo. Tudo o que não queres mostrar.... gosto dos espelhos porque tal como nas fotografias dão-nos momentos, frames unicos e inesqueciveis. ao oposto da polaroid, os espelhos têm sempre boa côr, e a iluminação parece sempre retirada da melhor pelicula.. gosto de espelhos porque eles mostram-nos o que queremos realmente ver. Fieis e explosivamente sexuais. Olhos nos olhos.... Olhos no espelho....nuno
26/10: ao john. . .
que estejas sempre por aqui. Perto. Perto a ouvir músicas que nos façam arrepiar. Que estejas sempre aqui no momento exacto que todos precisamos de ti. Que estejas sempre aqui nos dias que nos abraçarmos por mais um golo, uma victória, um objectivo, uns anos a mais. Que estejas sempre aqui se um dia precisares mais de mim. Que estejas sempre aqui porque eu preciso muito de ti. Que estejas sempre aqui mesmo que às vezes te custe estar aqui. Que estejas sempre aqui. Que sejas sempre fiel a ti. Não olhes mais atrás. Não olhes mais ao espelho. Não penses hoje. Não penses. Que estejas sempre aqui nos dias em que te mostrar mais musicas bonitas. Que estejas sempre por aqui para pensar na tua cara quando gostas das músicas que faço. E as que tenho para fazer... e se nas alturas dificeis a cabeça for abaixo deixa-me pegar-te pelo pescoço, na nuca, como um abraço constante que te envolva. Que estejas sempre por aqui porque sei que precisas de mim. Que estejas sempre aqui nas lágrimas, nos risos. Que estejas sempre aqui para nos lembrarmos de como éramos. Que estejas sempre aqui para saber como seguimos em frente. Que estejas sempre aqui para que te possa abraçar se precisar. Que estejas sempre por aqui se algum dia te perderes. Que sejas sempre tu. Não duvides de quem és. Não tenhas medo de ti. Não tenhas medo de mim. Não tenhas medo. Que estejas sempre por aqui para mim. Que estejas sempre aqui. Que sejas pianos e violinos e guitarras de raiva e gritos que queiras dar. Que estejas sempre aqui nos discos que ainda estão para ser feitos. Que sejas Primavera, no Inverno. Que sejas Verão se te apetece ver sol. Que sejas chuva se queres refrescar. Que estejas sempre por aqui. Que estejas por aqui nos dias que discutimos. Que estejas sempre por aqui para podermos discutir. Que estejas sempre por aqui para me fazeres entender a razão. Que estejas sempre por aqui para te dar a mão. Que estejas sempre aqui para te dar uma montanha onde não hajam ecos. Que estejas sempre aqui para sangrar e para te curar. Que sejas sempre quem és. Que sejas sempre tu. Que estejas sempre aqui no dia em que vires mais côr. Que estejas sempre aqui nos filmes a preto e branco, a cores, com mil câmaras lentas. Que sejas sempre Tarantino, Linch, Allen ou Almodovar se isso te faz ser mais feliz. Que sejas sempre feliz. Que não desistas de ti. Que estejas sempre por aqui. Que saias daqui se isso te faz ser mais perto. Que estejas sempre por aqui perto. Estou certo de ti. Estou certo de ti. estou perto de ti.nuno
26/10: respiramos debaixo de água
sim. uma cidade lá dentro dos tuneis de mar. com luz azul clara e com vontade de dar as mãos e ver aquilo que é demasiado puro. ali dentro da água não se ouve nada, deslizamos.... e com este silêncio será mesmo que nos faz falta respirar? quando beijamos na boca respiramos? é que a sensação de deslizarmos pela mente e corpo de outra pessoa é suficientemente arrebatadora.... respiramos depois.nuno
24/10: Very...Good
Very…GoodFoi exactamente assim que descobri um dos grandes discos da minha vida. “Very…Good” era o título da crítica que Nuno Galopim escreveu no DN (ou ainda no Blitz?) e onde escrevia as qualidades deste “novo” disco dos Pet Shop Boys. O Nuno Galopim foi a pessoa que mais influenciou os meus gostos musicais e quando li esta critica nao hesitei em comprar o disco sem sequer o ouvir. Tinha uma cor laranja e a edição que eu ainda hoje guardo foi a primeira de todas. Um relevo no laranja tinha escrito “Very” “Pet Shop Boys” e corria o ano de 1993. Meu grande companheiro de música nesses anos e com quem eu partilhava quase todas as horas da minha vida, o meu primo Miguel Machado deve ter ouvido este disco comigo centenas de vezes. Não, não é exagero. Ouvimos e ouvimos e ouvimos este disco vezes sem conta. Já antes deste disco eu me lembro de ser super fã dos Pet Shop Boys, mesmo nos anos em que o traje dark “obrigava” a outras sonoridades. Nesses anos e tambem com os Pet Shop Boys cometi o meu maior erro de adolescência (no que a trocas musicais diz respeito). Tinha o disco “Actually” em vinil e numa altura em que vender e comprar discos estava na moda em Alcobaça, resolvi vendê-lo. Devia correr o ano de 1989 e como eu nunca vendia nenhum disco, nessa semana resolvi entrar no mercado de segunda mão de forma vendedora. O meu amigo Fred (hoje respeitado agente policial na nossa magnífica cidade de Alcobaça) ofereceu-me 500 escudos pelo Actually dos Pet Shop Boys em vinil. Ainda hoje não sei porque vendi esse disco, mas assim o fiz. Uma segunda-feira trouxe o disco para a escola e entreguei ao Fred o belo exemplar do disco. Sei que me arrependi 5 segundos depois de o passar para as mãos dele, mas nunca lhe voltei a pedir o disco. Desde esse dia até hoje não vendi mais nenhum dos meus discos. Serviu -me de exemplo. A próxima vez que o vir pergunto-lhe se ainda o tem, e tento comprá-lo de volta.
Esta semana voltei a ouvir o “Very” dos Pet Shop Boys. Tenho-o aqui comigo numa versão mista do disco que comprei em 1993. Tenho a caixa de 1993 mas o disco é de outra ediçao. E ainda por cima duma edição que não é minha. A minha grande amiga Rosa, super fâ dos Pet Shop Boys, emprestou-me vários discos num dia que precisava deles para qualquer acção promocional dos Gift e até hoje ainda não lhos devolvi. “Rosinha, não me esqueci dos discos e sei que um dia voltarão para a tua prateleira, mas tem-me faltado tempo para isso e para muitas outras coisas”.
A verdade é que esta semana redescobri esta obra prima absoluta da música pop. O motivo é simples e tem a ver com o facto de irmos partilhar o palco com os Pet Shop Boys em Valencia esta noite. Já é tarde e no hotel em Valência, donde escrevo estas linhas soam as canções maravilhosas deste album. Sei que cada vez que o oiço sinto me noutro mundo. Todas as canções deste disco são autênticos hinos e todas me trazem boas memórias. Muitas delas da Lisboa de 1993 onde estudava e como já referi, partilhava os meus dias com o meu primo Miguel. Pois o meu primo Miguel estará daqui a poucas horas com a comitiva Gift no concerto desta noite. Fico muito contente porque se em 1993 alguém nos dissesse que “daqui a 14 anos ia haver uma banda de nome The Gift que ia abrir o concerto dos Pet Shop Boys em Valência e que um de nós pertenceria a essa banda e outro estaria na assistência” nós nao acreditaríamos. Vai ser bom… Espero que me possam assinar o meu velhinho disco de 1993 e a bolacha da ediçao da Rosa – assim devolvo o disco à Rosa com um importante “plus”.
Não será a primeira vez que os vou ver ao vivo (vi-os no Sonar em Barcelona no ano de 2002) mas não tenho dúvidas que esta noite será especial, por razões óbvias. Cresci com as músicas, os sons, as letras, a estética dos Pet Shop Boys. Em 1988 na aldeia de Salir do Porto onde passávamos as férias de verão, acordávamos todos os dias com o “It’s a Sin” em alto volume. Como também me lembro do “West end Girls” acompanhar-me um qualquer inverno (1986?) como banda sonora perfeita no meu leitor de cassettes e como também me lembro de hinos importantes como o “being boring”, “suburbia” “love comes quickly”, “always on my mind”, “what have I done to deserve this?”, “left to my own devices” “domino dancing”, “rent”, “heart” e muitos outros. Mais logo, não faço ideia do que vamos ouvir (imagino que um “best of live”) mas sei que terei cada uma das canções do Very na minha memória porque mesmo nas grandes bandas há um disco melhor que todos os outros. Sobre este disco Neil Tennant diz “Its called Very because its very Pet Shop Boys: its very up, its very high energy, its very romantic, its very sad, its very pop, its very danceable and some of it its very funny.” É exactamente o que gosto de ouvir num disco, por isso sei que este me vai acompanhar toda a vida – espero que a partir de hoje com uns rabiscos do Neil Tennant e do Chris Lowe. Como resumiu o meu amigo Nuno Galopim e muito bem – "Very… Good". Abraços, John.
PS – O nosso concerto e o dos Pet Shop Boys vai ser transmitido em directo na Radio Nacional de Espanha 3. Para quem puder acompanhar, bons concertos…
http://www.rtve.es/rne/r3/
16/10: tentamos viver. tentamos não pensar atrás
E assim se vai passando o tempo. Recorrer discos velhos. achar o que faz ou não sentido no meu itunes. Preocupar-me com as capas. Organizar-me pensando que a vida são capas de discos e músicas em shuffle ou em repeat. Tento não olhar o espelho retrovisor. Tento ainda nem sequer me preocupar em reacender o que se apagou. Tento viver em paz. Não penses nisso NUNO. Não penses. Pensa que o passado foi bonito. Mas não penses mais. Custa-me ser assim sabes disso. Custa-me ser frio. Custa-me ser imoral e imortal ao que passou. Olho em frente. Olha mais à frente. Olho para as músicas que tenho para fazer. As noites que tenho para dormir melhor e não me canso de dizer, as manhãs que cada vez mais quero viver. Custa.me acordar cedo. Custa-me muito. Custa-me dormir cedo, custa-me muito. Custa-me ainda mais ficar sem nada para fazer com o comando na mão. Assim como assim lá tenho o itunes para poder quebrar a rotina de zappp e mais zapping... Custa-me ficar a desenrolar mil e quinhentas imagens na minha cabeça. Como estará ela. Como estará ela. Como estará ela. Como estarás agora. Todos temos que aprender. A vida é feita destas perguntas, Onde estás agora tu Nuno? sabes que às vezes doi demasiado decidir? Sabes que o tempo cura tudo. Sim o amor custa a curar... Cerram-se as cortinas. Cerram-se as velas. Selamos o amor com a saliva que mais custa a dar. Selamos uma página. Selamos uma série de sonhos. Selamos com lágrimas o que não conseguimos realizar. Selamos com a esperança que o futuro nos ensine a sermos melhores.... Vacilamos os dois... Hoje não há maneira de olhar atrás. Perdemos os dois. Ganhámos memórias uma série de cabelos brancos e as lágrimas que ainda existem para nos lembrar que o passado nos fez felizes. Olho à volta pego nos discos e pergunto uma vez mais, como estará ela agora....nuno
15/10: a noite passada fui passear no mar....
Prometi a mim mesmo não escrever por aqui. Porque estou vazio, ou sinto-me vazio. Ou entrou em mim o vazio, sei que o sinto por aqui perto. Um vazio. Desenrolo-me em canções, em memórias e em futuros sorrisos, em futuros vôos. Não quero estar triste. Não quero. A vida dá cabo de nós aos poucos... Se não conseguirmos sobreviver a ela, letal e mortal vida. A vida dá-nos sempre esperanças de um futuro risonho. A vida é incrivelmente bonita para nos afastarmos dela, mas de vez em quando a vida fode-nos. É assim, tal como o amor a vida é fodida. Custa a viver às vezes, custa a passar por cima. Custa-me hoje passar pela vida. A motivação está presa. não se mexe. Passei o dia de hoje no sofá. Porque a vida às vezes deixa.me assim, sem reacção... e a vida faz de mim o que quer e o que bem lhe apetece. A vida é fodida e custa-me às vezes pensar que cada vez mais velhos estamos. Qual é o tempo certo para nós. Qual é o tempo certo para viver mais do mesmo. Qual é o tempo certo para amar perdidamente. Qual é o prazo da vida? Quando vou decidir ser menos egoísta? Quando é que sinto que te encontrei? Já te encontrei há muitos tempos atrás. Eras de outra pessoa. Já nos cruzámos pelas mesmas ruas e não demos conta que estávamos ali. Já nos beijámos e raramente demos conta que a vida nos estava a dar uma dádiva incrivel. Já dissémos amor. Já dissémos que sim. Já dissémos que não. oiço o Sérgio Godinho porque me acalma. Oiço o Craig Armstrong porque me inspira. Leio-te a ti porque assim me lembro da côr dos teus olhos... leio-te a ti porque só assim consigo dizer que a vida nos dá sempre uma oportunidade mais.nuno
10/10: pode acontecer. just let them go...
São onze e meia em Portugal. Uma Hora a mais no sitio onde estou. Madrid. O que significa que agora oficialmente tenho 30 anos. O que não passa de um numero... é mais do que isso. eu sei, todos sabemos. Não doi, não nos faz sofrer mas faz-me pensar muito.Penso no que tenho, no que lutei por ter, no que consegui ter com trinta anos. Penso nas adversidades, nas coisas boas, nas más, nas horriveis, nas noites que saltei a dançar, nos dias que gostei de viver, nos dias que me ri, nos que chorei. Cedo me apercebi que sou emotivo. rio ou choro com facilidade. Como uma noite que estava em Londres e liguei à minha mãe a chorar depois de ver o Billy Elliot. Ainda hoje choro quando vejo a cena do filho agarrado ao pai.
Cedo percebi que gostava tambem de fazer rir, fazer macacadas para os amigos mais próximos. Ser o centro das atenções isso, isso.... que se lixe, enquanto os fizer rir tudo bem. Se não, fico mais calado e falo de música..... Oiço agora mesmo no computador um dos temas da minha vida. Universal dos Blur. Lembro.me de ir ao concerto dos Blur com o DIogo. Pulámos até ao fim do mundo nesta canção. Acaba por ser um dos nossos muitos hinos, daqueles obrigatórios num final de noite de arromba no clinic ou na sunset... é demasiado bonita. A letra fala de coisas que aí vêm... Fala de esperança, coisas que podem acontecer. Lembro.me ainda de um dia estra a saltar na minha cama a ouvir isto numa tarde de carnaval há muitos muitos anos. A noiite tinha.me corrido bem, confesso que estava apaixonado, talvez pela mulher errada, mas apaixonado, depois da música ter terminado pensei que talvez escolhesse outra paixão.... As paixões nestes trinta.... ufff
Eles estiveram sempre lá. Ela sempre me mimou muito. Ainda hoje me chama por diminuitivos, pelos meus dois nomes "o meu Nuno Miguel..." A minha mãe é única, a única. cliche bem sei... Quando de bem cedo invadia o seu salão, era mimado e deixava-me ser criativo por ali. Cantava com as vassouras, fazia rir as clientes. Haviam algumas especiais. Sempre me habituou a ser educado, simpático. O meu avô era igual. Educação. E daí trago a melhor lição, um olá com um sorriso, mesmo que às vezes o dia nos esteja a correr mal. Para as suas clientes existia sempre uma Dona por detrás do nome. Existiam as mais queridas, a Dona Fernanda Casinhas, Dona Lidinha - que por esta altura sempre mas sempre me desejava um feliz aniversário e nunca mas nunca se esquecia, a Dona Fernanda Frois, e a grande, Dra. Frade Agulha. Todas elas e muitas mais que assim de repente não me surgem tinham caracteristicas diferentes de humor, mas eu lá andava pelo salão a fazer as minhas avarias. algumas riam-se outras nem tanto...a minha mãe sempre se ria, às vezes fingia não rir ou reparar... no outro dia estava a pensar para comigo que se algum dia por acidente ficasse sem eles a minha vida não fazia mais sentido. porquê os discos? porquê as músicas bonitas, porquê celebrar os anos, porquê construir coisas... Ele é diferente, ele é uma força da natureza. Não conheço ninguém assim, com a força mental e fisica. Mais que uma inspiração tenho uma admiração notável pelo meu pai. Pelo seu passado, pela luta que teve para me dar o que tenho hoje... tenho 30 anos e faço o que quero, construí o que quis porque ele sempre esteve lá. Um dia, possivelmente o dia mais feliz da minha vida, esgotámos uma sala nobre em Lisboa. A aula magna era demasiado grande para aquilo que eu chamava de sonho. A nossa música encheu-lhes a alma, foi uma noite arrebatadora. no final não consegui largar o meu pai, chorámos os dois, não conseguiamos parar, era um sonho, era por ser feliz mas era mais que isso, era um testemunho que se passava.... Conseguiste filho, consegui mesmo pai? sim conseguiste. E ali continuámos largos minutos agarrados e unidos de algumas forma pelas lágrimas que nos corriam na cara. Estranho o choro estar sempre aliado a momentos fortes, alegres ou tristes. O meu pai é forte. O meu pai é grande e forte e ainda hoje me custa acreditar como consegue ter a energia para tudo o que faz. Ambos me chateiam às vezes, ele com o rigor e ela com o sabor. Curioso é o facto de eu nos ultimos minutos que tenho antes dos 30 estar a escrever sobre eles. Hoje estão longe. Ela estará na sala a ver a sua tv, ele no seu computador de volta, lá está, do seu trabalho. Um dia quero ser um pai como ele o é. Um dia quero ser uma mãe como ela o é.... quero passar mais tempo com eles. sempre sinto a falta deles. sempre sinto a falta deles. sempre. Mudo de música. Olho à minha volta e sinto.me bem. Aqui sou feliz. Aqui estou feliz. olho de novo o relógio, o telefone não toca e ainda bem pois não quero que toque mais. Penso neles de novo. volto a madrid.O relógio passa das 00 horas...chegaram os trinta rapaz nuno.......
nuno
10/10: estou farto
de mim. de ti e de tudo. e de ter febre. e de acordar suado e de não conseguir dormir sem ter sonhos ou variações de sonhos. coisas estranhas que os comprimidos me fazem. tipico de quem tem febre. estou farto. estou farto desta semana. já me fartei. já me fartei porque sim. estou farto das não respostas aquilo que pergunto. estou farto dos "porque sim", "sinto muito."...estou farto de mim. estou farto da música que oiço. estou farto dos malls e dos blogs e das páginas. que se f..am os blogs. que se lixe tudo. e da TV? estou farto realmente farto da tv porque aqui ou lá é igual. as mesmas caras os mesmos cabelos os mesmos sorrisos. estou farto de tudo. estou farto do passado e não quero o futuro. Vou fazer 30. Estou farto de fazer coisas. Já fiz demasiado. Trabalha-se tanto para quem? Estou farto das noites e cada vez mais farto de quem vive pela noite. Estou farto da música que dizem ser boa. Estou farto dos Wannabes... Estou farto dos jornalistas e dos burakas e das electonicas do Bairro alto. estou farto. Estou farto das festas e das festas na cara. e a mão pelo cabelo... Estou farto das rádios que só passam música de merda. Estou farto dos Blogs, já disse estou farto dos blogs onde se lambem cus à distância uns dos outros. Estou farto dos que não assumem o que sentem. Estou farto dos meninos e das meninas que têm medo de arriscar. estou farto de mim. Estou farto do amor virtual e dessas merdas de frases feitas de trazer por casa. Que se lixem os poetas da moda. Estou farto....Estou farto dos copos e das copas. Estou farto de viajar sem trazer nada de sólido. Estou farto de estar longe de amigos. estou farto de Alcobaça e de quem por lá se passeia. Estou farto da burguesia de merda que por lá vive, estou farto. Estou farto do Clinic e dos amplificadores e das colunas e dos projectores e das pinturas e facturas e das noites sem dormir bem e da lei anti tabaco que nunca mais chega. estou farto de ter a roupa a cheirar a tabaco. estou farto de esperar. Estou farto do meu país onde nada funciona. Estou farto de não ter uma casa minha para poder tocar até tarde e fazer um disco novo. Estou farto de tocar os mesmos concertos, estou farto de não poder ter tempo para mais. estou farto de não ir a mais jardins. estou farto de acordar tarde. Estou farto de não ter uma rotina. Porque por vezes fartar é a melhor maneira de se poder dizer que o que aí vem será melhor.nuno
04/10: "Não só mas também" porque os Radiohead são a melhor banda rock do mundo
Há uns anos tive o maior equívoco da minha vida musical, com uma banda de nome Radiohead. O album Ok Computer tinha acabado de sair, o meu irmão (mais meio mundo) achava que era o melhor dos melhores albums de 1997 e um dos melhores de sempre na história do pop/rock. Estavam todos doidos, pensava eu. Uns anos depois, não muitos, ao ouvir uma colaboração do Thom Yorke com Unkle entendi que a voz do senhor tinha algo de muito “peculiar”. Eram 4am e estava sózinho no nosso estúdio. Ou ainda era uma cozinha armada em estúdio? Subi ao quarto do Nuno e fui buscar o Ok Computer. Ouvi-o sózinho três vezes… Lembrei-me das caras a quem eu tinha dito que o disco era “vulgar”,”normal”, “não revolucionava em nada a música pop-rock mundial” e “não entendia onde estava toda a euforia”. Senti-me como quando vemos um quadro desses a três dimensões, onde durante 2 minutos não conseguimos ver nada e de repente vemos tudo bem nas três dimensões desejadas. Adorei o disco. Devorei-o vezes sem conta desde esse dia e volto a ele muitas e muitas vezes da minha vida. É obviamente um dos melhores discos de sempre e este episódio só me prova que artisticamente quando ouvimos um disco, lemos um livro ou vemos um filme dependemos do momento em que consumimos esse objecto artistico. Desde esse dia, acompanhei como fã crítico todos os novos lançamentos da banda, vi-os ao vivo no Coliseu e tive oportunidade de conhecer os irmãos Greenwood pessoalmente. O meu respeito artístico por eles fez que esta banda fosse históricamente importante para mim noutra área. Foi com o Kid A que fiz o meu único download ilegal.Disseram-nos que o disco estava disponível no Napster duas semanas antes do seu lançamento e não sei como nem com que ajudas liguei o computador á rede telefónica e tive horas à espera de todo o album completo. Desta vez estava o Nuno no estúdio lá em baixo e eu com o nosso baterista Diogo esperando várias horas para ter todo o disco no meu computador. A verdade é que pelas 3am tinha todo o novo disco dos Radiohead e com o Diogo ouvi-o duas vezes. Gostámos. Prometi a mim mesmo que compraria o disco no dia da sua saída oficial, assim o fiz. Nesse mesmo dia apaguei o download ilegal do meu computador.
Depois de todo o respeito artístico, esta semana os Radiohead ganharam todo o meu respeito como “mestres na arte de vender bem o seu produto”. Os Radiohead provaram que o novo artista desta década não é o que faz a melhor música mas sim o que faz a melhor música e que se preocupa como a vai fazer chegar ao seu público. Todos sabem que nos Gift já controlamos tudo na nossa carreira e também não é segredo que eu tomo especial atenção a tudo o que tem a ver com a indústria musical nas suas mais variadas vertentes. Sei que parece arrogante, mas até acho que tenho algum jeito para a compreensão dos “novos negócios da música” e diariamente penso no que podem ser as verdadeiras transformaçoes desta indústria, no que elas podem ajudar os músicos a fazerem o ideal dos ideais – Criar artisticamente o que bem lhes apetece, conseguir que essa criação artística seja ouvida e vista por muita gente. Conseguir que com esse reconhecimento público possam tirar dividendos financeiros que lhes permitam viver, assim como, lhe permitam continuar a criar o melhor produto artístico possível num futuro próximo.
Nao aceito que em qualquer arte o artista diga ou refira que “não lhe interessa as questões de dinheiro, de management, da promoção ou todas as outras questões laterais que não sejam exclusivamente artísticas". Não aceito, da mesma maneira que não aceito que alguma vez o negócio possa influenciar a parte de qualquer criação artistica. Os Radiohead esta semana deram uma notável lição de “ser Artista” em 2007. Aplaudo de pé.
Estive nos Estados Unidos estes últimos dias. Sem telefone e sem muita ligação ao meu normal mundo da música e do trabalho. Tive com família que já nao via há muito tempo e com outras prioridades de vida que nao incluíam trabalho. Na passada terça-feira ao chegar à casa onde estava, um primo meu pergunta-me se já sei o que os Radiohead tinham anunciado. Respondo que não e imediatamente procuro as últimas notícias sobre eles na Internet. Leio em vários sites que os Radiohead decidiram lançar o seu novo album no proximo dia 10 de Outubro, pela sua própria editora (visto que o contrato com a EMI tinha acabado no anterior album) e anunciam que todos os que queiram comprar esse novo registo sob a forma de download podem faze-lo elegendo o preço que estao dispostos a pagar por esse disco.
Eu sou habitual consumidor das feiras de música que se realizam em Cannes, em Berlim, em New York ou em Los Angeles e em todas elas tenho ouvido falar de revoluções na música e a necessidade de se pensar em novos modelos de negócio. Conheço pessoalmente muitos dos chefes de editoras que falam nessas conferências e que juntos discutem quais os melhores caminhos a seguir num futuro próximo. Conheço muitos presidentes, ex presidentes, muitos A&Rs, muitos promotores, muitos labels de muitas editoras e de muitos países. Desculpem-me todos eles mas não lhes reconheço um brilhantismo fora do normal, salvas raras e honrosas excepcções que apenas confirmam a regra. Acho-os acomodados, com medo de serem despedidos, sem arriscar e com falta de ideias. Um dia sei que passarei para o outro lado da indústria, ou talvez não… Até esse dia chegar faço parte dos “pequenos”, dos “independentes”, dos que “decidem sem pressão de patrões mas com a pressão de não poder falhar sob pena de não haver mais novos discos”, dos que “tentam ser criativos a cada dia que passa”, dos “que acham que não existem fórmulas de sucesso e o que hoje funciona, amanhã pode não funcionar”, dos que acham “que tudo pode falhar mas não perdem o optimismo”. No fundo estou sempre do lado dos que mantêm o ideal que há pouco referi – Criar artisticamente com liberdade e depois ter condições para que o público possa consumir esse produto e que com esse consumo possa advir alguma viabilidade económica.
Depois de ler algumas notícias dos Radiohead acedi ao site de venda do novo disco. Registei-me, dei todas as minhas informações como nome, morada, telefone, cartão de crédito para poder comprar o album e tê-lo no meu computador no próximo dia 10 Outubro. Além dos downloads ao preço que eu quisesse (e zero centimos é aceite) eles disponibilizavam uma caixa com dois cds com o novo disco e alguns temas extra, dois LPs em vinil, um album de fotos, um booklet e um código para download pela módica quantia de 40 libras. Em dois minutos percebi e senti a revoluçao diante de mim. Esqueçam os estudos, esqueçam os engravatados que trabalham nas editoras ou os maltrapilhos que por lá se passeiam, esqueçam os cérebros geniais do new media e lembrem-se de toda a mediocridade que existe nessas grandes e pequenas editoras. A Revoluçao foi feita pelos artistas. Como sempre aconteceu em todas a revoluções da música. A indústria vai sempre atras dos que são realmente geniais.
Esta decisão resolve os problemas das editoras? Não, não resolve. Resolve o problema da indústria? Não, não resolve. Cria mais prosperidade no Mercado? Não, não cria. Entao onde é que esta maneira de abordar a venda de música é revolucionaria? É revolucionária porque os Radiohead pensaram neles próprios. Só nos 5 elementos da banda, como assim deve ser. Desculpem-me os corporativistas mas cada um sabe de si. Eu nos Gift não quero saber das outras bandas quando lanço um disco, nao quero saber se o meu preço está abaixo da “concorrência”, nao quero saber se o meu espectaculo é mais caro ou mais barato que outro similar , nao quero saber quanto os outros gastam no marketing. Eu penso nos Gift. No contexto Gift no momento de lançar cada um dos discos e apenas no que interessa aos Gift. As editoras que se preocupem com o geral, pois se sou independente preocupo-me com o particular porque as minhas contas, a minha carreira, a maneira como comunico ou vendo a minha música diz-me respeito a mim e eu tenho que decidir a minha vida não a da minha corporação.
Os Radiohead foram brilhantes porque nestes últimos meses enquanto faziam o seu novo disco num qualquer estúdio/casa e enquanto discutiam que efeitos deviam usar na voz, nas guitarras e que se nesta ou outra cançao deviam usar loops ou bateria, pensavam quando iam para a cama em tudo isso e na forma que eles queriam que o disco deles chegasse ás pessoas. Imagino o Thom Yorke a acordar e a dizer – “quero que chegue a casa das pessoas pelo correio como antigamente e quero que seja em Vinil”. Um dos manos Greenwood acordou um dia e disse “que achava que além dos vinis deviam dar lhe dois cds”. Outro disse que deviam “dar-lhes um livro de fotos”. Outro disse que no “pacote deviam de ter um código para que a pessoa fizesse download do disco para meter no Ipod”. E alguém disse no fim – “Então podemos deixar as pessoas escolher o preço do download já que o vamos dar de borla no pacote com cds, vinis, livro.
E é assim que se revoluciona tudo – A pensar no que queremos fazer pela nossa banda. Não pelas outras bandas, nem a solucionar os problemas dos executivos que continuam a ser muito bem pagos para terem boas ideias. Os Radiohead depois de pensarem nisto também pensaram que a sua música é hoje consumida por um nicho que não compra pelo marketing massiço de tv, não compra pelo single na rádio e nem sequer quiseram ouvir falar de todas as fórmulas gastas que ouviram “over and over” na EMI. Single 2 meses antes, videoclip um mês antes, entrevistas duas semanas antes, uma ronda de concertos pelas principais capitais europeais e americanas. Quem é que ainda segue esta cartilha? O mundo mudou, a maneira como se comunica e vende musica mudou e eles perceberam isso antes de todos os executivos da Indústria.
Perceberam que os media estão com eles nesta revolução. Perceberam que com dois press releases teriam o mundo a seus pés. O primeiro press release falava do nome do disco e dava o link para o site dizendo como “head line” – “Radiohead deixam o seu público decidir quanto vai pagar pelo novo album”. 24 Horas depois lançam um comunicado a dizer que “pedem desculpa pelo crash momentâneo do seu site mas avisam que nao estavam à espera de tanta procura do album”. Um representante da banda diz que na manhã de dia 1 Outubro na Europa milhares de pessoas se registaram, depois no início da tarde e coincidindo com a manhã na costa este americana mais milhares de registos no site e três horas depois a coinicidr com o amanhecer da costa oeste o site nao aguentou e foi abaixo. Mais informam que a grande percentgem das pessoas está a comprar o disco pelo preço normal de retalho digital que é 9,99 euros. Eu nesta altura ligo ao Nuno que está a dormir em Alcobaça e pergunto lhe as 5am (hora local) se já sabe da notícia dos Radiohead. Diz me que sim. ensonado. Pergunto-lhe quanto é que ele vai pagar pelo disco e aposto com o meu primo que sei quanto ele vai responder – 9,99 euros. Obviamente. Quem compra no itunes por 9,99 euros cada disco nao vai comprar um disco dos Radiohead por 0.99. É desrespeituoso para com o artista. Pode comprar por menos de 9,99 euros mas não será por menos de 1 euro seguramente. A não ser que o consumidor tenha 16 anos e não tenha hábitos de consumo no itunes mas esse nao é o perfil dos consumidores Radiohead. E é aqui que a solução deles é brilhante. Eles não pensaram nos problemas da indústria e dos artistas mainstream que focam os seus produtos para os teenagers. Esta estratégia de marketing deles serve apenas e só os Radiohead ou bandas que tenham o mesmo posicionamento dos Radiohead ( e todos sabemos que nao há muitos artistas com esse posicionamento no mundo). Em pouco tempo os Radiohead tinham milhares de pessoas a encomendar o seu disco no formato digital pelo preço que querem pagar e alguns milhares a comprar a edição de luxo por 40 libras que chegará pelo correio a partir de 3 de Dezembro. E porquê 3 de Dezembro? Porque assim dá-lhes tempo para poderem produzir apenas as quantidades que necessiatm sem criarem stock. Imagino que as casa dos elementos dos Radiohead nao sirva de garagem para stocks de discos que não são vendidos. Então, no dia em que os Radiohead mandarem a encomenda para a fabrica com os tais dois vinis, dois discos, livro de fotos sabem exactamente quantos devem fazer tendo em conta as encomendas.
Custo da operaçao de marketing? Neste momento zero porque os emails nao se pagam – no futuro veremos o que farão de marketing tradicional, porque eles anunciam que querem que o disco chegue ás lojas em formato “normal” no início de 2008.
Numa reunião de marketing a propósito do lançamento de Fácil de Entender alguém dizia na EMI que estudos indicavam que o público não se preocupa com o packaging. Nós Gift achamos que o nosso público preocupa-se com o packaging como nós Gift nos preocupamos com o que compramos. Eu não quero saber o que dizem os estudos gerais sobre a música geral. Eu quero saber da percepção que nós temos do nosso público e da maneira de comunicar, embalar e vender a nossa arte. Tal como os Radiohead. E eles antes de irem dormir devem ter pensado nisso da mesma maneira que nós pensamos e da mesma maneira que os verdadeiros artistas pensam em como a sua arte vai ser comunicada, vendida e embalada. Por isso pensaram em dar a escolha ao seu público do preço a pagar pelos downloads, como deram a única opção de compra por correio num pack caro mas apelativo, porque sabem e conhecem o que o seu publico gosta de ter em casa. Quem melhor que os artistas, conhece o próprio público desses artistas? Há algum A&R que conviva diariamente com o público das suas bandas como os músicos dessas bandas convivem? Os músicos vêem diariamente cara a cara, os olhos de quem os admira. E é por isso que eu defendo que têem de ser os artistas a tomar conta do negócio mesmo que isso signifique estar numa editora. Eu nao sou contra as bandas terem contratos com editoras. Os Gift algum dia terão de ter um contrato e encaramos isso com naturalidade. O que nós não podemos dar nesse hipotético contrato é a gestao da nossa vida por parte da editora. Nós temos e devemos acompanhar todos os passos da nossa carreira estando com a La Folie ou estando numa multinacional.
No fim de tudo comprei o pack das 40 libras mas experimentei também encomendar um download a zero centimos a ver se havia algum tipo de limitação informática. Nenhuma limitação foi por mim encontrada. Foram correctíssimos no trato e levam a sua promessa ao limite. O público elege o que pagar e pode pagar zero centimos. Fantástico.
No fim de tudo nao resisti a fazer as contas de quanto podem ganhar os “novos 5 magnificos” e acreditem que todos os milhões de euros que vão receber sao merecidos porque uma banda que consegue meter o mundo a falar, a comprar e a decicir o preço a pagar por um disco que não conhece, que não ouviu um único single e que não viu uma única imagem no youtube ou no myspace merece ser aplaudida de pé.
Se o Ok Computer faz parte da História dos melhores discos de sempre este novo In Rainbows faz ja parte da história pela forma como foi lançado. Tal como o Prince que quando saiu da editora revolucionou o lançamento com uma estratégia diferente mas também criativa e de sucesso.
Para finalizar tenho de admitir que no fundo gostava de ter tido eu esta ideia como muitas vezes pensamos que gostávamos tanto que esta, ou outra canção fosse nossa. Mas a verdade é que todos temos ideias boas e a vida dos Gift é feita de muitas ideias diárias que tentamos sempre meter em prática. Depois desta decisão dos Radiohead todos nos podemos apropriar desta ideia transformando-a no que acharmos que melhor serve os nossos interesses. Para mim não há forma mais motivadora de pensar no nosso novo disco – Um saco cheio de discos novos para ouvir e uma banda de sempre a dizer-nos que afinal as “next big things” e as “next big ideas” vêem sempre do lado dos bons.
Já so faltam 5 horas para aterrar em LIsboa e umas 16 horas para iniciar o espectáculo no CCB onde gravaremos parte do nosso videoclip para 645. O espectáculo é grátis. Nao vos damos hipoteses de escolher… Todos a Belém.
John
PS –Só espero que no fim de escutar o In Rainbows não fique com a ideia que as insónias dos “5 magnificos” foram a pensar em toda esta brilhante estratégia de marketing e pouco na parte artística. Não acredito nisso nem um bocadinho. Ou muito me engano ou 10 anos depois do melhor disco de 1997, o disco do ano vem a caminho... Cheira-me. E já há título para os jornais - OK COMPUTER. Nunca fez tanto sentido.
